Denúncia de mãe leva à prisão de casal por exploração sexual de adolescentes no interior de SP
29/05/2026
(Foto: Reprodução) Operação contra abuso sexual resgata três adolescentes e prende duas pessoas em Sumaré
A denúncia feita pela mãe de uma adolescente levou a Polícia Civil a prender um homem e uma mulher suspeitos de coordenar uma rede de exploração sexual infantil e de pedofilia em Nova Odessa (SP) e Sumaré (SP).
Os suspeitos foram presos na manhã desta sexta-feira (29) no bairro Maria Antônia, em Sumaré, um dos endereços alvos da ação.
A investigação começou há cerca de um mês, depois que a familiar descobriu o esquema e entregou vídeos às autoridades.
Na manhã de hoje, em Sumaré, os agentes resgataram três adolescentes, uma de 14 anos e duas de 17 no local onde ocorriam os abusos. Elas não têm parentesco com os presos e são moradoras de Nova Odessa.
Segundo a polícia, a mulher presa fazia o aliciamento das meninas, incluindo o da própria filha. Com o avanço das investigações, outras três adolescentes procuraram as autoridades e relataram os abusos, informou a polícia de Nova Odessa. Ao todo, foram identificadas seis vítimas.
Operação resgata três adolescentes vítimas de abuso sexual infantil no interior de SP
Polícia Civil/Divulgação
Modo de atuação
Segundo as investigações, os crimes ocorriam da seguinte forma:
a mulher era responsável por aliciar as meninas e produzi-las para os encontros;
o homem, dono de um bar em Sumaré, fazia o contato com os clientes;
os encontros sexuais ocorriam na casa do homem preso, localizada na parte de cima do comércio no Jardim Maria Antônia.
Busca por outros envolvidos
O delegado de Nova Odessa, Edson Antônio dos Santos, informou que os vídeos entregues pela mãe de uma das vítimas foram essenciais para a investigação e prisão dos suspeitos.
"A investigação se inicia com as informações inicialmente trazidas, a gente conseguiu comprovar a exploração sexual das adolescentes por esse comércio, por esses dois indivíduos presos [...] A investigação se iniciou já com bastante provas", afirmou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
No local, as equipes apreenderam materiais eletrônicos e pornográficos que teriam sido utilizados pelas meninas durante os abusos sexuais.
Agora, o objetivo da polícia agora é identificar outras possíveis vítimas e as pessoas que pagavam pelos encontros, que responderão judicialmente.
"O crime não é só quem alicia ou quem fornece o local para os encontros, mas também quem, em condições de exploração sexual de prostituição, também comete crime idêntico aos demais", explica o delegado.
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