Roberto Maya, referência do jornalismo investigativo na TV, morre aos 91 anos
28/10/2026
(Foto: Reprodução) Roberto Maya, referência do jornalismo investigativo na TV, morre aos 91 anos
Ator, dublador, apresentador e narrador, Roberto Maya morreu na tarde de terça-feira (27), aos 91 anos, em decorrência de insuficiência respiratória. Ele foi levado de ambulância ao Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas (SP) por volta das 14h, e faleceu às 17h30.
Nascido na cidade do interior paulista em 5 de janeiro de 1935, Roberto Maya construiu uma carreira de mais de seis décadas na comunicação e nas artes. Embora tenha acumulado trabalhos no rádio, no cinema, na dublagem e em novelas, foi à frente do programa "Documento Especial" que alcançou projeção nacional e se tornou uma referência do jornalismo televisivo.
Exibido inicialmente pela Rede Manchete e posteriormente pelo SBT, o "Documento Especial" ficou conhecido pela abordagem de temas sociais, denúncias e reportagens investigativas.
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Antes de se destacar no jornalismo, Maya estudou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e iniciou a carreira artística nos anos 1950. No cinema, estreou em 1961, no filme "Teus Olhos Castanhos".
Na televisão, atuou em produções da Globo, como Xavier de Paraíso Tropical (2007); em novelas do SBT, como Simplesmente Maria", "Éramos Seis" e "Final Feliz"; e acumulou passagens por emissoras como Excelsior, Tupi, Bandeirantes e Manchete.
Roberto Maya, referência do jornalismo investigativo na TV com o programa "Documento Especial", morreu aos 91 anos, em Campinas (SP)
Francisco Inácio/SBT
Em nota de pesar, o SBT destacou a contribuição do apresentador para a história da emissora e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
"Toda a diretoria do Sistema Brasileiro de Televisão se solidariza com os familiares e amigos de Roberto Maya, agradecendo aos anos em que integrou de forma marcante o elenco da emissora", informou a empresa.
Aposentado desde 2016, Roberto Maya chamava-se, na verdade, Robert Clemente Holtmann.
Seu irmão, Ricardo Holtmann, também falecido, foi diretor do Hospital Beneficiência Portuguesa de Campinas. O sepultamento ocorreu no Cemitério Parque Flamboyant, em Campinas.
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